Budismo tibetano







Palácio Potala, em Lhasa, a antiga sede do governo e do Dalai Lama no Tibete

O budismo tibetano é classificado como Vajrayana (sânscrito: “caminho do diamante”), tradição que surgiu entre iogues indianos, provavelmente a partir do século 4, como uma linha mahayana com mais meios para se chegar à realização — por exemplo, recitação de mantras, visualizações e meditações elaboradas.

No Tibete, país onde o Vajrayana se tornou predominante, essa tradição foi introduzida no século 8, pelo indiano Padmasambhava. No século 11, após um período de declínio do budismo, houve uma re-introdução a partir da Índia.

Há quatro principais escolas do budismo tibetano: Nyingma, derivada da primeira introdução, e as escolas que surgiram a partir da segunda introdução: Kagyu, Sakya e Gelug. Apesar de diferenças de terminologia e liturgia, basicamente todas se assemelham.

A tradição Bön, que existia no Tibete antes do introdução formal do budismo, também é considerada uma escola Vajrayana por alguns acadêmicos e mestres tibetanos — entre eles, o Dalai Lama.

Ocidente

Após a consumação da invasão chinesa no Tibete, em 1959, houve um êxodo de tibetanos para países próximos como Índia, Nepal e Butão. Visitantes ocidentais começaram a ter contato com essas comunidades exiladas nos anos 60, dando início à propagação do budismo tibetano no ocidente.

Outro principal difusor dessa escola é o Dalai Lama, que era o monge governante do Tibete e também líder da escola Gelug.

Brasil

No país, todas as tradições tibetanas estão representadas. Para uma lista de centros e eventos, veja:

Há no Brasil também grupos derivados da escola Gelug, que deixaram de reconhecer o Dalai Lama como um líder espiritual, após discordâncias doutrinárias. Por exemplo, a Nova Tradição Kadampa e centros ligados ao Lama Gangchen.


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