Ação para Felicidade no Brasil






O movimento Ação para Felicidade (Action For Happiness), fortemente influenciado pela visão de mundo do Dalai Lama (que, aliás, aceitou ser o patrono do movimento), chegou ao Brasil. É um movimento do tipo “grassroots” — ou seja, descentralizado, surgindo mais das pessoas do que de uma organização — que promove a ideia de colocarmos “a felicidade dos outros no centro de nossas vidas”, como apresenta o Dalai Lama.

Dalai Lama com Richard Layard, co-fundador da Ação para Felicidade, entre outros

Dalai Lama com Richard Layard, co-fundador da Ação para Felicidade

E, apesar de estar totalmente alinhado com os ideais do budismo mahayana, é um movimento ao mesmo tempo secular, mas que não exclui pessoas com afiliação religiosa, tendo assim um apelo genuinamente universal.

Seu objetivo é facilitar a realização da felicidade individual, através do altruísmo. Isso é feito com a promoção de uma ética secular, baseada largamente naquilo que é chamada hoje de “ciência da felicidade”, derivada principalmente da psicologia positiva.

Esse tipo de iniciativa é algo bem interessante para praticantes budistas, pois é uma das melhores ideias sobre como beneficiar as pessoas de um modo equânime, independente de afiliações espirituais — ideia que o Dalai Lama vem expressando com maestria nos últimos cinco ou dez anos, e sintetizada nos livros “Beyond Religion” ou “A Force For Good”.

Por exemplo, em uma conferência sobre o tema “budismo tibetano no ocidente”, em 2013, o Dalai Lama enfatizou o papel que a promoção de valores éticos seculares deve ter entre centros budistas no ocidente:

Se o Buda viesse hoje, penso que ele seriamente consideraria as pessoas que não acreditam também como seres humanos, e não iria impor a elas algum sistema de crença que elas teriam que aceitar. Então para centros budistas [no ocidente] e a comunidade budista, primeiro temos que pensar seriamente sobre como contribuir para a promoção da ética moral, principalmente usando um abordagem secular.

Não é a primeira vez que ele expressou esse tipo de opinião. Em uma conferência anterior na Índia, sobre o mesmo tema, ele já havia dito que [palavras minhas, já que não tenho a transcrição original a mão], como budistas, nossa primeira preocupação não deve ser difundir o budismo ou preservar nossa linhagem, mas sim zelar pelo bem-estar dos seres a nossa volta. Então recomendou que os centros budistas no ocidente realizassem atividades de acordo com essa visão de prioridades. Por exemplo, envolver-se em ações de caridade e disponibilizar ensinamentos de meditação e filosofia para serem aplicados por não-budistas.

Enfim, ocasião para regozijo!


Mudanças no site






Finalmente tive um tempo para realizar algumas mudanças no site. Por enquanto, ele continuará no ar, mas sem muitas atualizações. As mudanças se referem a isso:

  • O blog Trechos Budistas agora abre algum texto do arquivo, aleatoriamente.
  • A homepage passa a listar, aleatoriamente, dois centros budistas, no lugar de eventos.
  • Por enquanto, não vai mais haver publicação de eventos. Mas isso não é novidade, pois esse tipo de atualização já estava difícil de manter há anos.
  • No entanto, eventualmente, novos trechos budistas continuarão a ser publicados. E isso continuará a ser enviado via email para quem se cadastrou.

O conteúdo (cache) muda automaticamente a cada hora.

Desculpe-me os que enviaram mensagens e que não puderam ser respondidas. Na medida do possível, toda sugestão e recomendação é considerada.

Que todos possam se beneficiar!


O que será do Darma Info






Nunca consegui tempo necessário para fazer deste site o que gostaria. Não tenho tempo para atualizá-lo e o conteúdo está muito longe de ser algo satisfatoriamente abrangente em relação à diversidade de ramos do budismo no Brasil.

Nos últimos meses mudei completamente de vida (outro país, outros projetos e objetivos…) e agora, definitivamente, não vou mais ter tempo para isto (há apenas uma pessoa responsável por todo o site). Considerei acabar com o site, ou doá-lo para alguém que continuaria com o projeto.

No entanto, imagino que haja algum benefício se simplesmente o mantiver do jeito que está. Esse é o motivo de o site estar tão incompleto e parcial (no que se refere a eventos, centros ou artigos sobre budismo) e não ter muitas atualizações nos últimos meses. Mas, por enquanto, é apenas assim que ele pode continuar existindo.

Que todos possam se beneficiar!


Novos artigos e textos






Há novos textos na seção do artigos do site. Semana passada foram adicionados os seguintes (em comemoração ao parinirvana de Chagdud Tulku Rinpoche):

E em comemoração ao aniversário amanhã de Yongey Mingyur Rinpoche:


Budismo no Brasil segundo censo do IBGE






Apresentação com dados interessantes sobre o budismo no Brasil, segundo dados do IBGE:

Budismo no Brasil, segundo o Censo

São dados de 2010. Uma coisa que fiquei pensando (mas não pesquisei para saber a resposta) é: como é feita a amostragem desse censo? Eu, por exemplo, nunca fui entrevistado pelo IBGE. E, entre colegas de sanghas, também nunca ouvi ninguém comentar que foi. A única vez que vi um pesquisador do IBGE foi há uns 25 anos, quando ainda morava com meus pais…