Visão divina






A visão beatífica da beleza divina é o conhecimento, digamos, do Intervalo Puro, da relação harmoniosa além dos objetos a que ela diz respeito.

Um exemplo material da beleza-em-si-mesma é o céu sem nuvens do anoitecer, que achamos inexprimivelmente amável, embora ele não possua nenhuma ordenação de arranjo, já que não há partes distintas a serem harmonizadas.

Achamos belo porque isso é um emblema da infinita Clara Luz da Vacuidade.

Chegamos ao conhecimento desse Intervalo Puro apenas quando aprendemos a matar o apego às criaturas, acima de tudo a nós mesmos.

Aldous Huxley, em “Seven Meditations”
(do livro “Huxley and God – Essays on Religious Experience”)


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