Fonte da compaixão






Ao ver o sofrimento do mundo à nossa volta e em nossos próprios corpos e mentes, começamos a entender o sofrimento não apenas como um problema individual, mas como uma experiência universal. É um dos aspectos de se estar vivo. A questão que, então, vem a mente é: se a compaixão surge com a consciência do sofrimento, por que o mundo não é um lugar mais compassivo?

O problema é que frequentemente nossos corações não estão abertos para sentir a dor. Nós nos afastamos dela, nos fechamos e nos tornamos defensivos. Ao nos fecharmos para o sofrimento, contudo, também nos fechamos para nossa própria fonte de compaixão.

Não precisamos ser particularmente santos para sermos compassivos. A compaixão é a resposta natural de um coração aberto, mas essa fonte de compaixão permanece tampada quando evitamos, negamos ou resistimos à verdade que está aí. Quando negamos nossa experiência do sofrimento, nos afastamos do que é genuíno para o que é fabricado, enganador e confuso.

Joseph Goldstein, em “Seeking the Heart of Wisdom”.
Tricycle’s Daily Dharma: 11 de fevereiro de 2007.


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