A jornada e o destino






Quando estamos dirigindo, tendemos a pensar na chegada, e sacrificamos a jornada em relação à chegada. Mas a vida é encontrada no momento presente, não no futuro. De fato, podemos sofrer até mais ao chegarmos ao destino. Já que vamos falar de um destino, que tal nosso destino final, o cemitério? Não queremos ir na direção da morte. Queremos ir em direção à vida.

Mas onde está a vida? A vida só pode ser encontrada no momento presente. Assim, cada quilômetro que dirigimos, cada passo que damos, tem que nos levar ao momento presente. Essa é a prática do estado desperto.

Quando vemos um sinal vermelho ou um sinal de parada, podemos sorrir a isso e agradecer, porque é um bodhisattva nos ajudando a retornar ao momento presente. A luz vermelha é um sino do estado desperto. Poderíamos ter pensado nisso como um inimigo, bloqueando a conquista do objetivo. Mas agora sabemos que o sinal vermelho é nosso amigo, nos ajudando a resistir à pressa e nos chamando de volta ao momento presente, onde podemos encontrar vida, alegria e paz.

Thich Nhat Hanh, em “Present Moment, Wonderful Moment”.
Tricycle’s Daily Dharma: 17 de abril, 2007.


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