É possível tomar nossa existência como um “mundo sagrado”, encarar esse lugar como espaço aberto em vez de um escuro vazio claustrofóbico. É possível ter uma relação amigável com nossa natureza de ego, é possível apreciar a estética da dança de formas na vacuidade, e existir nesse lugar como reis majestosos de nossas próprias consciências.
Mas, para fazer isso, precisaríamos desistir de “agarrar” para fazer tudo sair do jeito que imaginamos em nossos devaneios.
Então, o sofrimento é causado pela ignorância ou “agarrar ignorante” — ou é exagerado pela ignorância ou “agarrar ignorante” — e apego pela noção de como imaginamos que deveria ser. Isso é o que causa o “sofrimento do sofrimento”. O sofrimento por si só não é tão ruim. É o ressentimento contra o sofrimento que é a verdadeira dor.
Allen Ginsberg, em “Tricycle: The Buddhist Review, Vol. II, #1″.
Tricycle’s Daily Dharma, 29 de março de 2007.






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