Zona de conforto expandida






Podemos falar de “unidade” até o fim dos tempos. Mas como realmente nos separamos dos outros? Como? O orgulho, através do qual a raiva nasce, é o que nos separa. E a solução é uma prática em que vivenciamos essa emoção divisiva como um estado físico definido. Ao fazer isso, um recipiente maior é criado.

O que é criado, e cresce, é a quantidade de vida que posso suportar sem me perturbar, fazendo isso me dominar. No começo, esse espaço é bem reduzido. Então fica um pouco maior, e então maior ainda. É necessário que ele nunca pare de crescer.

E o estado iluminado é aquele espaço gigantesco e compassivo. Mas, na medida que vamos vivendo, descobrimos que há um limite para o tamanho de nosso recipiente. É nesse ponto que precisamos praticar.

Como sabemos onde fica esse ponto? Estamos nele quando sentimos qualquer nível de perturbação, de raiva. Não há nenhum mistério. A força de nossa prática é o tanto que o recipiente pode crescer. […] Essa prática de aumentar o tamanho do recipiente é essencialmente espiritual porque ela não é nada, em essência. Um recipiente maior não é algo. Estado desperto não é algo. […]

Charlotte Joko Beck, em “Everyday Zen”.
Tricycle’s Daily Dharma: 14 de julho, 2007.


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