Reconhecendo a impermanência





Do blog Para ser zen:

Quando cresce a nossa compreensão da impermanência e da qualidade ilusória da existência, começamos a observar os fenômenos sem projetar nossas falsas suposições; com o tempo, passamos a reconhecer a sabedoria intrínseca, aberta e nua, como a nossa natureza verdadeira e a natureza verdadeira da realidade.

Para ter acesso à experiência daquilo que é natural, comece reconhecendo a impermanência em cada ação do seu corpo, em cada palavra da sua fala, em cada movimento da sua mente. Ao movimentar a mão, reconheça na mudança de posição uma demonstração de impermanência. Primeiro, ela estava do lado esquerdo, depois do direito. Com sua respiração, reconheça a impermanência, à medida que ela vai e vem, vai e vem. Com a prática, o processo intelectual deliberado de olhar para cada coisa e pensar, “Isto é impermanente”, evolui para um conhecer natural, espontâneo, da constante manifestação das mudanças. Isso ameniza nossa atitude em relação à realidade; começamos a apreciar a verdade das metáforas do Buda que descrevem os fenômenos como ilusões ou imagens de um sonho, como alucinações, ecos ou arco-íris – aparentes mas não tangíveis nem corpóreos –, como reflexos da lua sobre a água; brilhantes, porém não sólidos.

Chagdud Tulku Rinpoche, em “Portões da Prática Budista“.


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