Conhecer a natureza verdadeira da nossa experiência e manter esse conhecimento é o meio para alcançarmos a iluminação. A iluminação não é algo novo. Não é algo que criamos ou fazemos com que passe a existir. Iluminação significa simplesmente descobrir dentro de nós o que já está lá. É a plena realização da nossa própria natureza intrínseca chamada de buda ou, em tibetano, “sang dje”.
“Sang” significa “imaculado”, ao passo que “dje” significa “realização plena”; assim como da escuridão surge a lua, da ignorância emergem as qualidades da natureza intrínseca da mente.
Como a água, que é fluida em seu estado natural, mas vira gelo quando submetida a baixas temperaturas, a natureza verdadeira da mente — que pode ser chamada de Deus, Buda, perfeição — aparece de forma diferente quando obscurecida por confusão e visões ilusórias.
O Buda não se transferiu para outro lugar, da mesma forma que a água não o fez. Quando o gelo derrete, a água recupera suas qualidades naturais. Quando os obscurecimentos da mente são removidos, a verdade da nossa natureza torna-se aparente.




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