Breve existência





[...] o grande Dilgo Khyentse Rinpoche chegara ao fim de um ensinamento. Ele era um dos mais notáveis mestres de nosso tempo, professor do próprio Dalai Lama, e de muitos outros mestres que viam-no como um tesouro inesgotável de sabedoria e compaixão [...], um erudito, poeta e místico que passou 22 anos de sua vida em retiro. Fez uma pausa e olhou longe:

“Tenho agora 78 anos, e vi muita coisa durante minha vida. Tantos jovens morreram, tantos homens idosos morreram. Tanta gente que esteve no alto e que depois caiu. Tantas pessoas que, de baixo, se elevaram. Tantos países mudaram. Houve tanta confusão e tragédia, tantas guerras e epidemias, tanta destruição terrível ao redor do mundo.

E apesar disso todas essas mudanças não são mais do que um sonho.

Quando você olha em profundidade pode perceber que nada existe de permanente e constante, nada, nem mesmo o mais fino fio de cabelo de seu corpo. E isso não é teoria, mas algo que você pode de fato entender e até ver com precisão, com os seus próprios olhos.”

[...] Nada, nada mesmo, tem um caráter duradouro. Disse o Buda:

Esta nossa existência é transitória como as nuvens de outono.
Ver o nascimento e a morte dos seres é como olhar os movimentos de uma dança.
Uma vida é como um clarão de um relâmpago no céu,
rápida como uma torrente que se precipita montanha abaixo.

Sogyal Rinpoche, em “O Livro Tibetano do Viver e do Morrer

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- Se acreditássemos nas leis do karma


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