Examinar nossa própria mente






Em particular, não deveríamos falar de modo a causar dissensões. Esse é um erro fácil de se cometer e que mancha imediatamente a pureza do nosso caminho. Ao invés de procurarmos erros externamente, deveríamos examinar nossa própria mente e ver nela o erro correspondente.

Se nossa própria mente fosse impecável, somente perceberia a pureza essencial do que quer que surgisse. Porém, já que é maculada por emoções aflitivas e obscurecimentos intelectuais, ela percebe impurezas. Sabendo disso, deveríamos usar o Darma como um espelho para descobrir as imperfeições da nossa própria mente e eliminá-las.

Esse não é um conselho de bom senso — os outros têm defeitos, e é claro que podemos observá-los. Deveríamos não enxergar o óbvio? No entanto, viemos observando, julgando, analisando e criticando os outros por um bom tempo, e isso não realizou nossas aspirações espirituais.

Pelo contrário, tais ações só tornaram mais densas as camadas de conceitos que estamos tentando limpar. Seríamos mais sábios, se trabalhássemos com nossas próprias mentes e simplesmente rezássemos para que nossos companheiros de sanga pudessem encontrar qualquer orientação que os ajudasse a aperfeiçoar seus caminhos.

Chagdud Khadro
“Comentários sobre o Ngondro”


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