Guerra da prática espiritual






O dharma é semelhante a uma guerrilha. Quando o seu oponente é mais forte e você entra na batalha desguarnecido, você perde. Avalie o poder da sua mente para a virtude sem esforço, a gentileza amorosa e a sabedoria. Depois meça o inimigo: as propensões habituais de egoísmo, presunção, ciúme, arrogância, raiva e apego.

Em relação ao poder do hábito das aflições mentais, o poder da virtude e da compaixão podem parecer insignificantes. Você terá de ser mais esperto e mais rápido. A estratégia é aplicar o remédio antes do abraço do ego e da centralidade em si mesmo ganharem força. Se esperarmos até que as aflições tenham concentrado suas forças e dominado nossa mente, nossas opções ficarão limitadas.

A tática utilizada para superar e deter a investida das aflições mentais é montar guarda nos portões da mente. Quando o ego, o egoísmo, o apego ou a raiva fizerem sua primeira investida, teremos uma chance de lutar. Assim como na guerrilha, quando o inimigo avançar, retroceda — não se identifique com ele nem exponha sua força; quando o inimigo recuar, avance.

Os sinais de que estamos vencendo a guerra são um enfraquecimento das aflições mentais e um sentimento resultante de aumento do bem-estar.

B. Alan Wallace (EUA, 1950 ~)
“Budismo com Atitude”, cap. 3


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