Compaixão x egoísmo






A yogini tibetana Machig Labdron (séc. XI)

Machig Labdron (Tibete, séc. XI):

[…] É mais importante meditar com mente amorosa em um único ser que tenha hostilidade e raiva de você do que meditar com amor em cem seres afeiçoados e simpáticos a você.

É mais importante lembrar por um momento que todas as coisas condicionadas são impermanentes, e não ficar mentalmente envolvido com as atividades desta vida, do que suportar dificuldades para obter os frutos mundanos.

É mais importante domar, mesmo que só um pouco, o espírito maligno da ego-fixação do que subjugar cem demônios lá fora.

É mais importante meditar um instante na natureza verdadeira, o não-eu, do que praticar virtude por cem anos fixado no ego.

É mais importante reconhecer por um momento a própria mortalidade do que perseguir estudo e erudição por cem anos desejando inteligência e fama.

É mais importante lembrar por um momento da dedicação aos seres sencientes e praticar virtude com humildade do que se engajar no Dharma e realizar ações corretas por cem anos desejando ser culto, reto e nobre para ganhar fama e vantagens.

“Machik’s Complete Explanation: Clarifying the Meaning of Chöd” (cap. 3)


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