Compreender o samsara






O quarto pensamento envolve compreender a natureza relativa do mundo. Isto se chama “samsara” em sânscrito, ou “khor wa” em tibetano. Samsara significa “estar constantemente se movendo”. Como ciganos, seres sencientes estão sempre em movimento, circulando interminavelmente um território além do qual não podem avançar.

Não há satisfação absoluta no samsara. A felicidade perfeita não pode ser obtida com a manipulação de condições. Guru Padmasambhava comparou os esforços em obter felicidade mundana com os de um portador de hanseníase coçando seu sovaco infeccionado: embora isso prometa algum alívio, apenas abre mais feridas e traz uma coceira mais intensa.

O que quer que adquirimos ou vivenciamos neste mundo não oferece conforto duradouro. Mesmo se parecer a melhor situação, algum aspecto não vai satisfazer nossas expectativas. Isso não implica algo negativo sobre nós ou os outros, é apenas a natureza do samsara. Sempre há algum grau de insatisfação no mundo porque tudo está constantemente mudando. Onde quer que haja apego, o resultado é problema e angústia.

Khenchen Palden Sherab (Tibete, 1942~) e
Khenpo Tsewang Dongyal (Tibete, 1950~)
“Illuminating The Path”


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