As pessoas, frequentemente, cometem o erro de encontrar defeitos em outras tradições. Mas qualquer tradição que patrocine a virtude e deplore a desvirtude irá beneficiar aqueles que a praticam e, portanto, merece nosso respeito.
Apesar de ter diferentes nomes, as palavras “sol” em português, “sun” em inglês, “nyima” em tibetano e “suria” em sânscrito, se referem exatamente à mesma fonte de luz e calor. Da mesma forma, qualquer fonte de refúgio que incorpore sabedoria e compaixão beneficiará os que nela se apoiarem.
O objetivo de todos os caminhos espirituais é alcançado quando os seres são liberados do sofrimento. Nos Estados Unidos, desfrutamos de uma grande variedade de restaurantes — japoneses, indianos, mexicanos, até mesmo tibetanos. Cada um de nós pode comer o que mais lhe apetece — por que denegrir as outras escolhas?
O que importa é que obtenhamos nutrição espiritual por meio da prática, porque, sem ela, experimentaremos apenas um sofrimento maior agora e em vidas futuras.
Chagdud Tulku Rinpoche (Tibete, 1930 – Brasil, 2002)
“Portões da Prática Budista“, III | 13




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