Fim dos planos






Se você seguir o exemplo da maioria das pessoas desta era decadente, terminará sendo exatamente como elas: uma fraude perfeita. Você vai gastar sua vida perseguindo o inalcançável. Será como as crianças que estão tão ocupadas brincando que ficam indiferentes à fome, ao frio e não notam o dia passando; até que escurece, elas subitamente lembram de suas mães e começam a chorar. […]

Qual o bem de se envolver em questões samsáricas? Tudo no samsara está sujeito a reviravoltas constantes. Milionários se tornam mendigos e mendigos se tornam milionários. O que quer que aconteça, as pessoas nunca estão contentes — se elas conseguem um milhão, querem dois; se conseguem dois, querem três milhões. Como você algum dia ficará satisfeito desse jeito?

Há apenas uma coisa que você deve sentir que nunca é suficiente: sua prática do Dharma. Seja como um iaque que ao comer já está de olho onde há mais grama. Se você praticar assim, não se desapontará.

Se você realmente tentasse concretizar todos os seus desejos desta vida, jamais haveria tempo suficiente. Como é dito: “Todos esses planos são como jogos de crianças. Se os colocarmos em ação, nunca terão fim, mas se simplesmente os abandonarmos, eles terminam todos de uma só vez!”

Dilgo Khyentse Rinpoche (Tibete, 1910 – Butão, 1991)
“The Heart Treasure of The Enlightened Ones”, v. 9

(de volta à ativa! Desculpem a demora em retornar)


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