[…] Devemos simplesmente reconhecer o que já possuímos. Mas humanos, que são os mais espertos e capazes de todos os diferentes tipos de seres sencientes, parecem estar inclinados a prontamente jogar longe esta mais do que preciosa jóia que realiza desejos.
O estado normal de um ser humano é como alguém que encontrou uma jóia mágica que realiza desejos mas que não sabe, pensando que uma bijuteria falsificada teria mais valor. Não há nada mais triste, nenhum desperdício maior que esse.
Pense muito bem sobre isso. Tente compreender que a situação em que nos encontramos agora é como segurar uma jóia mágica que realiza desejos bem em nossas mãos. Não é fácil renascer como um ser humano, e certamente não é fácil ganhar um corpo humano precioso que pode praticar o Dharma.
É uma ocasião extremamente rara, com tão pouca frequência que seria como saborear uma boa refeição a cada cem anos. Se tivéssemos apenas uma boa refeição a cada século, não ficaríamos extasiados e realmente aproveitaríamos? Diríamos: “Finalmente, uma refeição deliciosa!”.
Ficaríamos tão felizes. Mas esta oportunidade é ainda mais preciosa. […] Por favor pense sinceramente sobre isso: poderia haver maior desperdício do que jogar fora uma jóia mágica que realiza desejos quando você finalmente encontra uma?
[…] a jóia mágica da natureza buda já está presente em nós. É devido à nossa ignorância e delusão que não reconhecemos, e continuamos vida após vida entre as seis classes de seres sencientes. […]
Tulku Urgyen Rinpoche (Tibete, 1920 — Nepal, 1996)
“Repeating the Words of Buddha”
Sobre o mesmo tema, leia Preciosidade do nascimento humano





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