Embora falemos do Mantrayana* como sendo um veículo em que o objeto do desejo é usado como o caminho, ainda é necessário estar livre do apego a esse objeto.
Enquanto você tiver apego, o Mantrayana não vai funcionar, e você está mentindo para si próprio se imagina ser capaz de alcançar a iluminação sem abrir mão do apego.
Pessoas que não desistem completa e significativamente de toda preocupação com amigos, parentes, inimigos, a lavoura, casas sendo construídas e tudo mais, e que ao mesmo tempo pensam que são grandes meditadores, terminam como os velhos eremitas de que ouvimos falar, que meramente ficam acumulando coisas em seus retiros.
Se você realmente é um grande meditador, você sabe que:
O fim de toda reunião é a dispersão,
O fim de toda vida é a morte.
O fim de todo encontro é a partida,
O fim de toda ascensão é a queda.
Dilgo Khyentse Rinpoche (Tibete, 1910 – Butão, 1991)
“Zurchungpa’s Testament”
* Mantrayana: Vajrayana ou budismo tântrico, a ramificação do budismo que foi da Índia para o Tibete (e outros países) no século VIII





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