
Detalhe de thangka com as deidades pacíficas e iradas, ligadas ao Bardo Thodol ("Livro Tibetano dos Mortos"). Clique para ver a imagem inteira
Do ponto de vista do ego, a vacuidade se parece com a aniquilação, porque é a experiência verdadeira de ausência do ego. Para entrar nesse estado, temos que dar um salto no escuro e estar dispostos a arriscar a sensação de que podemos perder toda a nossa existência.
Abandonar-se completamente é como a morte, e isso é exatamente do que trata “Liberação através da audição”*. A vacuidade é a experiência de vasta amplidão, imensidão e liberdade. Nela, as limitações e complexidades da existência individual desaparecem; as fronteiras entre o lado de dentro e o lado de fora se dissolvem; e tudo está espontaneamente presente em sua pureza e perfeição naturais; livre da dualidade de sujeito e objeto.
O brilho e a claridade nos quais todos os fenômenos aparecem como realmente são, ainda que sendo vistos como vazios em essência, é chamado de luminosidade. […]
Francesca Fremantle
“Vazio Luminoso”, cap. 2
* “Liberação através da audição”: ou Bardo Thodol, escritura mais conhecida como “Livro Tibetano dos Mortos”




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