União da meditação e pós-meditação






Dilgo Khyentse Rinpoche

Dilgo Khyentse Rinpoche

No momento, a claridade natural de sua mente está obscurecida por ilusões. Mas ao passo que esse obscurecimento se dissolve você irá começar a descobrir a radiância do estado desperto, até que você alcança o ponto em que, assim como um desenho na água desaparece no momento em que é feito, seus pensamentos serão liberados no momento que surgem.

Experimentar a mente dessa maneira é encontrar a própria fonte do Estado Búdico, a prática da quarta iniciação. Quando a natureza da mente é reconhecida, isso é chamado de nirvana; quando está obscurecida pela ilusão, é chamada de samsara — embora tanto samsara quanto nirvana jamais tenham se afastado do continuum do absoluto.

Quando a realização do estado desperto chega à sua extensão máxima, as defesas da ilusão terão sido comprometidas e a fortaleza do Dharmakaya além da meditação poderá ser tomada de uma vez por todas. Aqui não há mais distinção entre meditação e pós-meditação, e a experiência é estabilizada sem esforço — isso é não-meditação. […]

Dilgo Khyentse Rinpoche (Tibete, 1910 – Butão, 1991)
“The Heart Treasure of The Enlightened Ones”, v. 43


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