Abertura da prece






Tai Situ Rinpoche (Tibete, 1954 ~):

É muito difícil ajudar alguém a superar seus problemas quando eles não estão bem estruturados, quando de certo modo a pessoa não tem nenhum problema, embora bem lá no fundo estejam todos os problemas. É muito difícil para um ser humano confuso sobre seus problemas, cujo ego esteja mal definido e sem base, realmente purificar, clarificar e desenvolver qualquer coisa.

O mesmo princípio se aplica à oração. Enquanto tivermos nosso eu, nosso ego, oramos a Buda: “Por favor abençoe-me para que minhas preces em benefício de todos os seres sencientes sejam atendidas”. De outro modo, nossa prece não segue nenhuma linha ou direção. Seria como ir a um hotel cinco estrelas com 500 quartos e não saber o número do quarto, ou tomar um elevador e não saber em que andar descer — isso seria um grande problema.

Esse é o motivo para invocarmos a grande compaixão de Buda e pedir para ele considerar nossas preces. Não é que Buda escute apenas quem reza para ele; a questão é que, sem orar para Buda, não nos desenvolvemos o suficiente para receber suas bençãos. Chuva pode estar caindo por 10 mil anos, mas se nosso copo está virado, permanecerá vazio. Através da prece nos abrimos, viramos nosso copo para que a água o encha.

“The Third Karmapa’s Mahamudra Prayer”
(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 08/09/2011)


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