Testar a prática






17º Karmapa (Tibete, 1985 ~ ):

Não basta para nós cultivar uma mente de amor e compaixão e algum tipo de estado meditativo enquanto estamos seguros em nossas salas de meditação. Somente isso não vai remediar nossas aflições: precisamos continuamente cultivar uma mente imbuída de Darma.

Principalmente quando nossa mente é perturbada: o Darma precisa vir à cena, não importa onde estejamos — no trabalho, interagindo com a família e amigos etc. É nessas situações que o poder de nossa prática do Darma e de nossas aspirações deve se tornar evidente. Se isso não acontecer, ser capaz de recitar e meditar em nossas salas de meditação não é suficiente, porque esse tipo de prática do Darma não tem utilidade para ajudar os outros.

Nosso treinamento é similar ao dos guerreiros. Treinar um soldado é muito caro e envolve anos de aprendizado intenso, sendo que o propósito é derrotar o inimigo em uma batalha de verdade. Se os guerreiros são bem-sucedidos, então todo o treinamento e sacrifício valerão a pena; se não, foi tudo um desperdício.

Praticantes também estão se preparando para a batalha com seu inimigo, as aflições. Quando nos sentimos bem em circunstâncias ideais, nossa competência em lutar com as aflições não é realmente testada. Não podemos dizer se o Darma se tornou um medicamento ou não.

A coragem e o poder do Darma devem surgir em situações de crise e perturbação mental. Isso é crucial.

Trecho de ensinamento sobre os “Oito versos do treinamento da mente”, no Kagyu Mönlam de 2014.


comentários