Vida e Morte no Budismo Tibetano






Trechos de um texto baseado em uma palestra de Chagdud Tulku Rinpoche:

” ‘Ó, bem, a morte acontece com todo mundo. Não é nada demais, é natural. Estarei bem.’
Essa é uma boa teoria, até que se esteja morrendo.”

“Se eu morrer esta noite dormindo, o que fiz do meu dia? Que fiz com a minha vida? Fui de algum benefício ou causei algum dano? Algumas vezes não é tão agradável ver o quão auto-centrado e egoísta você tem sido, o quão focado no “eu, meu”. Quando quer que tenha sido este o caso, você criou um carma que, em última análise, impele a mente numa direção difícil no momento da morte. É como a movimentação para frente. Se você põe algo em movimento, ele continua a ir naquela direção. Se a sua mente tem se movido através de um curso negativo, quando você morrer ela continuará exatamente no caminho pelo qual ela tem se movido o tempo todo.”

“… Isto que a vida é — só um momento, um encontro, uma passagem, e então se vai. Se você entende isso, não há tempo para luta. Não há tempo para discussão. Não há tempo para ferirem uns aos outros. Quer você pense em termos de humanidade, nações, comunidades ou indivíduos, não há tempo para nada menos do que verdadeiramente apreciar a breve interação que temos uns com os outros.”

Chagdud Tulku Rinpoche (1930-2002)
Cottage Grove, Oregon
Primavera de 1987

 
 

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